Sabia que ...

Esta página procura confrontar os nossos leitores com narrativas, factos, eventos, hábitos, e/ou crenças  de inegável interesse e suscetíveis de motivar, em cada um de nós, alguma surpresa e curiosidade. Tem, assim, como objetivo proporcionar alguns momentos agradáveis de leitura. Nada mais do que isto.


Agenda - temas publicados:

Temas publicados.

Sabia que ...

  • Dois países vizinhos alegam que o local de batismo de Jesus Cristo aconteceu num local dentro ou confinado com o seu território?
  • O acesso generalizada à internet e características das redes sociais facilitam a difusão rápida e não controlada de notícias falsas, com todos os riscos negativos que daqui resultam?


 O local do batismo de Jesus Cristo

 O local do batismo de Jesus Cristo no Rio Jordão

Todos os aspetos relacionados com a vida de Jesus Cristo são importantes, sobretudo, para cerca de 30% da população mundial, os cerca de 2,4 mil milhões de cristãos que se estima existam em todo o mundo, nas suas diversas tradições cristãs. E alguns aspetos da sua vida são objeto de alguma controvérsia, como é o caso do local em que Jesus Cristo terá sido batizado por João Batista, sendo a localização exata desse batismo "disputado" por dois países vizinhos - Israel e o Reino da Jordânia - cada um deles defendendo localizações distintas.

Uma das primeiras referências escritas sobre a localização do local onde João Batista terá batizado Jesus Cristo aparece em alguns manuscritos do Evangelho de João, que falam precisamente da “Betânia Além do Jordão” (João 1, 28).

Todos os aspetos relacionados com a vida de Jesus Cristo são importantes, sobretudo, para cerca de 30% da população mundial, os cerca de 2,4 mil milhões de cristãos que se estima existam em todo o mundo, nas suas diversas tradições cristãs. E alguns desses aspetos são objeto de controvérsia, como é o caso do local em que Jesus Cristo terá sido batizado, sendo a sua  localização exata "disputada" por dois países vizinhos; Israel e a Jordânia.

Um dos primeiras escritos sobre a local onde João Batista terá batizado Jesus Cristo aparece em alguns manuscritos do Evangelho de João, que falam precisamente da “Betânia Além do Jordão”.

Figura 1.  A Imagem nesta figura é de origem cristã ortodoxa e representa o batismo de Jesus Cristo, no Rio Jordão, por João Batista, desconhecendo-se a data em que foi pintada..

Igualmente no Mapa de Madaba do século VI, que indica o local do Batismo de Jesus. Sendo de referir que o nome pelo qual esse local é conhecido (Al-Maghtas), em árabe significa “batismo” ou “imersão”

Até o início do século IV, o Império Romano perseguia os cristãos sendo-lhes proibido construir locais de culto. No entanto, os primeiros cristãos transmitiram a memória de locais ligados à vida de Jesus de geração em geração. Entre o final do século V e o início do século VI, o imperador bizantino Anastácio I construiu o primeiro templo dedicado a João Batista no local hoje conhecido como Al-Maghtas. Esta igreja foi destruída por inundações e terremotos tendo ela sido reconstruída diversas vezes.

Figura 1.  A Imagem nesta figura é de origem cristã ortodoxa e representa o batismo de Jesus Cristo, no Rio Jordão, por João Batista,

Igualmente no Mapa de Madaba do século VI, que indica o local do Batismo de Jesus. Sendo de referir que o nome pelo qual esse local é conhecido (Al-Maghtas), em árabe significa “batismo” ou “imersão”

Até o início do século IV, o Império Romano perseguia os cristãos sendo-lhes proibido construir locais de culto. No entanto, os primeiros cristãos transmitiram a memória de locais ligados à vida de Jesus de geração em geração. Entre o final do século V e o início do século VI, o imperador bizantino Anastácio I construiu o primeiro templo dedicado a João Batista no local hoje conhecido como Al-Maghtas. Esta igreja foi destruída por inundações e terremotos tendo ela sido reconstruída diversas vezes.

Figura 1.  A Imagem nesta figura é de origem cristã ortodoxa e representa o batismo de Jesus Cristo, no Rio Jordão, por João Batista, desconhecendo-se a data em que foi pintada..

Entre o final do século V e o início do século VI, o imperador bizantino Anastácio I construiu o primeiro templo dedicado a João Batista no local hoje conhecido como Al-Maghtas. Esta igreja foi destruída por inundações e terremotos tendo ela sido reconstruída diversas vezes.Nesta área é possível encontrar testemunhos da devoção e religiosidade de gerações de monges, eremitas, peregrinos e sacerdotes que se estabeleceram nesta aqui e visitarem o local que datam do século IV ao XV" .

Nesta área é possível encontrar testemunhos da devoção e religiosidade de gerações de monges, eremitas, peregrinos e sacerdotes que se estabeleceram nesta aqui e visitarem o local que datam do século IV ao XV" .

Figura 2.  Mapa a identificar as duas localizações (local 1 e local 2) no rio Jordão e no interior do território da Jordânia..

Assim, a "posse" do local onde Jesus Cristo terá sido batizado é objeto de disputa por dois países vizinhos. O mapa incluído na figura anterior ilustra essa dissonância de opiniões. Israel considera que o batizado de Jesus Cristo ocorreu no atual leito do Rio Jordão (indicado na figura como sendo o "Local 1" do mapa). O Reino da Jordânia invoca que esse acontecimento teve lugar num local dentro do seu território, do lado da margem oriental do Rio Jordão (um local atualmente seco) num local que dista menos de 400 metros ("local 2" no mesmo mapa) do local referido anteriormente no território de Israel.

Atualmente, o Rio Jordão é atualmente um pequeno rio de apenas alguns metros de largura e de pouca profundidade. A primeira impressão de um qualquer visitante é a de ficar decepcionado com o aspeto do rio naquele local, não só pelas suas dimensões diminutas mas, sobretudo, pelo aspeto lamacentos das suas  águas. Impressiona, também, a qualidade das infraestruturas  existentes no lado de Israel (figuras 3 e 4) sobretudo em  comparação com as  existentes e

Figura 3. Foto do edificado no território de Israel (local 1 no mapa anterior) e da escadaria que dá acesso ao Rio Jordão e que é utilizada pelos devotos para acederem às águas do rio. para nelas mergulharem

Figura 4. Aspeto lamacento atual das águas do Rio Jordão junto ao local de apoio aos crentes que aí reverenciam o batismo de Jesus Cristo, do lado da margem do rio (e fronteira) de Israel..

Figura 5. Foto do Rio Jordão, tirada do lado do território de Israel, à margem oposta pertencente á Jordânia com a construção em madeira para apoio aos curiosos.

Figura 6. Foto tirada do lado da margem do Rio Jordão, pertencente a Israel,  mostrando os crentes a mergulharem nas águas do Rio Jordão.

Assim, as autoridades jordanas afirmam que o local exato onde Jesus Cristo terá sido batizado não é local do Rio Jordão onde se situa o "Qasr el Yhaud" e onde acorrem os inúmeros crentes que viajam para Israel para reverenciar este local como sendo o sítio onde Jesus terá sido batizado por João Batista. Será, antes, um outro local próximo, agora seco, situado um pouco mais dentro do território da Jordânia, por onde há séculos passava o Rio Jordão. Um local a uma distância inferior a 400 metros do local anterior (figura 7). Mas o que verdadeiramente impressiona é a quantidade de peregrinos que acedem ao rio a partir do lado de Israel e, sobretudo, a sua religiosidade e misticismo que estes geralmente demonstram (figura 6).

Figura 7. Local que as autoridades jordanas afirmam ter sido o local onde Jesus Cristo foi batizado, localizado dentro do território da Jordânia ("local 2" do mapa apresentado anteriormente).

Figura 8.  Fotografia da deslocação do papa Francisco ao local dentro do território da Jordânia, tido como local do batismo de Jesus Crsito.

A suportar esta afirmação, é referida a visita que o Papa Francisco fez a este local em 2024 (figura 8) e a solenidade que este atribuiu à sua visita, tendo sido deixado na  proximidade um quadro em azulejo que comemora a visita do papa Francisco (figura 9).

Figura 9. Quadro em azulejo, existente nesse mesmo local e que comemora a visita do Papa acompanhado dos reis da Jordânia.

Figura 10.  Durante a visita, o Papa Francisco também terá visitado o atual leito do Rio Jordão, local de culto, por parte dos crentes que nele mergulham vindos da margem pertencente a Israel.

Mas também, o Papa Francisco, nesta sua visita à Jordânia não deixou de querer deslocar-se ao local de culto junto ao atual leito do Rio Jordão (figura 6).

Do lado Jordano, a explicação para esta diferença de localização e alegação da veracidade da sua alegação é a explicação de que uma sequência de tremores de terra, que terão assolado esta região e que terão acontecido há alguns séculos (eventualmente, os mesmo abalos que terão provocado a destruição inicial do templo construído pelo imperador Bizantino, referido anteriormente) provocaram a mudança do curso do Rio Jordão, dentro do território da Jordânia, para o leito que atualmente ocupa na fronteira entre os dois Estados.

De referir que a área de "Betânia Além do Jordão" (Al-Maghtas), incluindo "Tell al-Kharrar", foi inserida na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Mas, muito para além desta "dissonância" de opiniões, o que importa mesmo ver é a religiosidade do local do Rio Jordão, onde é celebrado atualmente e revivido o batizado de Jesus Cristo, com sucessivos grupos de peregrinos, de diversas nacionalidades, que vão chegando ao longo do dia e, vestidos com batas brancas, não hesitam em mergulhar naquelas águas lamacentas num completo fervor religioso. Só estando presencialmente no local e olhando com atenção é que é possível perceber o completo apego e dedicação com que essa fé é vivida por esses peregrinos. No pequeno filme é possível "vislumbrar" um pouco desse fervor religioso. No entanto, para verdadeiramente se sentir esse "ambiente", tem que se ir ver pessoalmente.

Mas, muito para além desta "dissonância" de opiniões, o que importa mesmo sublinhar é a religiosidade, do local no Rio Jordão, onde é celebrado atualmente e revivido o batizado de Jesus Cristo, com sucessivos grupos de peregrinos, de diversas nacionalidades e proveniências, que vão chegando ao longo do dia e, vestidos com batas brancas, não hesitam em mergulhar naquelas águas lamacentas num completo fervor religioso.

No pequeno filme é possível "vislumbrar" um pouco desse fervor religioso.



 Os riscos da internet e, sobretudo, das redes sociais para a difusão de informações falsas.

Figura 1. Afirmação atribuída à jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a sua palestra inaugural no TED Talks 2018, em Vancouver; Canadá:


"Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante."

Figura 1. Afirmação atribuída à jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a sua palestra inaugural no TED Talks 2018, em Vancouver; Canadá:


"Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante."

A generalização da utilização da internet e, sobretudo, as diversas redes sociais, criaram os condições favoráveis ä disseminação de notícias falsas, devido à falta de regulação e às característicasdas das redes sociais, nomeadamente:

  • Facilidade de acesso e a rapidez na partilha a milhares de leitores em poucos segundos;
  • Falta de verificação em que muitas pessoas partilham conteúdos sem confirmar se são verdadeiros;
  • Falta de regulação e de responsabilização ( se justificável, criminal) dos responsáveis que publicam e disseminam a informação falsa;

Figura 2. As redes sociais e a internet têm assumido uma importância cada vez maior difusão de notícias falsas.

  • Facilidade de acesso e a rapidez na partilha a milhares de leitores em poucos segundos;
  • Falta de verificação em que muitas pessoas partilham conteúdos sem confirmar se são verdadeiros;
  • Falta de regulação e de responsabilização ( se justificável, criminal) dos responsáveis que publicam e disseminam a informação falsa;

Figura 2. As redes sociais e a internet têm assumido uma importância cada vez maior difusão de notícias falsas.

  • Os algoritmos nas redes sociais que tendem a mostrar conteúdos semelhantes aos que já despertam o interesse do utilizador, criando “bolhas” de informação ampliando essa informação;
  • O anonimato porque é relativamente fácil criar contas falsas ou divulgar informações sem revelar a verdadeira identidade;
  • O efeito de repetição, que faz com que as redes sociais facilitem a disseminação de informações falsas.
  • Facilidade de acesso e a rapidez na partilha a milhares de leitores em poucos segundos;
  • Falta de verificação em que muitas pessoas partilham conteúdos sem confirmar se são verdadeiros;
  • Falta de regulação e de responsabilização ( se justificável, criminal) dos responsáveis que publicam e disseminam a informação falsa;
  • Os algoritmos nas redes sociais que tendem a mostrar conteúdos semelhantes aos que já despertam o interesse do utilizador, criando “bolhas” de informação ampliando essa informação;
  • O anonimato porque é relativamente fácil criar contas falsas ou divulgar informações sem revelar a verdadeira identidade;
  • O efeito de repetição, que faz com que as redes sociais facilitem a disseminação de informações falsas.

As notícias falsas (ou fake news) são informações deliberadamente enganosas (por vezes misturadas com informações verdadeiras para dificultar a distinção entre verdade e mentira) partilhadas nas redes sociais para manipular opiniões e comportamentos, influenciar decisões políticas, gerar lucro, revolta ou reforçar preconceitos e intolerâncias.

Eis alguns exemplos conhecidos de informações falsas recentes que foram disseminadas intencionalmente junto da opinião pública e leitores e as consequências que delas resultaram:

Brexit e os “£350 milhões por semana” (2016)

  • Facto. A campanha a favor do BREXIT afirmava que o UK enviava £350 milhões por semana à UEa, sugerindo que esse dinheiro poderia ser redirecionado para o sistema de saúde. A cifra foi amplamente contestada e considerada enganosa, mas teve grande visibilidade .
  • Consequência. Valor foi amplamente divulgado na campanha. Mesmo tendo sido repetidamente contestado e considerado enganosa, teve grande impacto no resultado do BREXIT.
  • Facto. A campanha a favor do BREXIT afirmava que o Reino Unido enviava £350 milhões por semana à União Europeia, sugerindo que esse dinheiro poderia ser redirecionado para o NHS. A cifra foi amplamente contestada e considerada enganosa, mas teve grande visibilidade durante a campanha.
  • Consequência. Este valor foi amplamente divulgado durante a campanha. Mesmo tendo sido repetidamente contestado e considerado enganosa, ainda assim teve grande visibilidade durante a campanha e também contribuiu para o BREXIT.

A Compra compulsiva de papel higiénico, durante a COVID-19 (2020)

  • Facto.   Boatos inicias circularam em alguns países, nas redes sociais, afirmando que a matéria-prima utilizada no fabrico do papel higiénico vinha, sobretudo da China, país duramente castigado pelo COVID. associado ao medo que este artigo viesse a faltar, funcionou a "psicologia coletiva" segundo a qual "se os outros o fazem, é bom que eu também o faça".
  • Consequência.  O papel higiênico terá assumido um estatuto de símbolo de segurança; algo capaz de proteger as pessoas de patógenos e infeções; Não impediu as infeções mas constituiu um importante incremento nos negócios dos fabricantes com um aumento significativo das receitas . 
  • Facto.   Boatos inicias circularam em alguns países, nas redes sociais, afirmando que a matéria-prima utilizada no fabrico do papel higiénico vinha, sobretudo da China, país duramente castigado pelo novo coronavírus. Por fim e associado ao medo que este artigo viesse a faltar, funcionou a "psicologia coletiva" segundo a qual "se os outros o fazem, é bom que eu também o faça".
  • Consequência.  O papel higiênico terá assumido um estatuto de símbolo de segurança; algo capaz de proteger as pessoas de patógenos e infeções; embora não tenha impedido as infeções. Contudo, constituiu um importante incremento nos negócios dos fabricantes do qual resultou um aumento significativo das suas receitas . 

“teorias falsas sobre as vacinas contra a COVID-19 alteram o DNA” (2020–2021)

  • Facto. alegação falsas foram difundidas sobre as vacinas  contra a COVID-19: que alteravam o DNA dOS VACINADOS; que continham microchips de rastreio (utilizando o nome de Bill Gates, para dar-lhe mais crédito). Estas e outras notícias falsas nas redes sociais contribuíram para uma percepção, entre parte da população, de que essas vacinas não eram seguras e/ou que tinham outros objetivo que não o de curar.
  • Consequência, A percepção sobre a eventual insegurança das vacinas contra a COVID-19 resultante das teorias falsas difundidas nas redes sociais, contribuíram para que muitas pessoas decidissem não se vacinarem e não permitirem a vacinação de pessoas frágeis a seu cargo, de idosos e crianças..
  • Facto. Alegações falsas foram difundidas, nas redes sociais, sobre as vacinas contra a COVID-19, afirmando, por exemplo, que  alteravam o DNA dos vacinados; ou que continham um microchips de rastreio (utilizando o nome de Bill Gates, para dar-lhe mais crédito). Estas e outras notícias falsas,  contribuíram para que uma parte da população pensassem que as vacinas não eram seguras ou que tinham outras finalidades
  • Consequência, A percepção sobre a eventual insegurança das vacinas contra a COVID-19, resultante das teorias falsas difundidas nas redes sociais, contribuíram para que muitas pessoas decidissem não se vacinarem e não permitirem a vacinação de pessoas frágeis a seu cargo, de pessoas idosas e crianças..
  • Facto. Diversas alegações falsas foram difundidas, nas redes sociais, sobre as vacinas contra a COVID-19, afirmando, por exemplo, que  alteravam o DNA das pessoas que eram vacinadas; ou que continham um microchips de rastreio (utilizando o nome de Bill Gates, para dar-lhe mais crédito). Estas e outras notícias falsas, amplamente difundidas nas redes sociais, contribuíram para uma percepção, entre parte da população, de que essas vacinas não eram seguras e/ou que tinham outros objetivo que não o de simplesmente curar.
  • Consequência, A percepção sobre a eventual insegurança das vacinas contra a COVID-19, resultante das teorias falsas difundidas nas redes sociais, contribuíram para que muitas pessoas decidissem não se vacinarem e não permitirem a vacinação de pessoas frágeis a seu cargo, nomeadamente de pessoas idosas e crianças..

“Stop The Steal” (2020–2021)

  • Facto.   Após a eleição presidencial dos EUA, que decorreu em 2020, circularam alegações falsas, nas redes sociais, de uma alegada fraude eleitoral generalizada e que a eleição tinha sido “roubada” a um dos candidatos presidenciais, tendo essas narrativas influenciado uma parcela significativa da opinião pública. 
  • Consequência.  Em 2021, instigados por essas alegações falsas, apoiantes do candidato presidencial supostamente prejudicado, invadiram o Congresso dos EUA para impedir a certificação dos resultados "falsos", que provocou a morte de  7 ou mais pessoas.

“O falso apoio de Cristiano Ronaldo à compra de criptomoeda USWR (e outras)” (2025)

  • Facto.  Um vídeo falso com Cristiano Ronaldo tem circulado nas redes sociais, promovendo falsamente a criptomoeda USWR. Golpistas usaram tecnologia de IA para criar um vídeo realista de Ronaldo, para enganar fãs e investidores. É possível encontrar muitos outros exemplos idênticos, na internet, com a imagem falsa de Ronaldo a promover investimentos "imperdíveis" com as criptomoedas.
  • Facto.  Um vídeo falso com Cristiano Ronaldo tem circulado nas redes sociais, promovendo falsamente um token de criptomoeda chamado USWR. Golpistas usaram tecnologia de IA para criar um vídeo realista de Ronaldo, completo com áudio falso, para enganar fãs e investidores a comprarem a criptomoeda. E não é o único exemplo que é possível encontrar nas redes sociais com a imagem falsa de Ronaldo a promover investimentos "imperdíveis" em criptomoedas com  ganhos enormes garantidos.

Mais importante ainda, o que fazer em caso de dúvidas sobre a veracidade de uma notícia?

  1. Verificar a fonte – Confirmar quem publicou a informação e se é um meio de comunicação ou instituição credível.
  2. Consultar outras fontes – Procurar a mesma notícia em diferentes jornais ou sites confiáveis. Se apenas uma página apresenta a informação, é importante desconfiar.
  3. Verificar a data e o contexto – Algumas notícias antigas são partilhadas como se fossem atuais.
  4. Analisar o título e o conteúdo – Títulos exagerados, alarmistas ou feitos para provocar medo ou indignação podem ser sinais de desinformação.
  5. Confirmar imagens e vídeos – Uma imagem pode ser antiga, estar fora de contexto ou ter sido manipulada através de inteligência artificial.
  6. Procurar verificações de factos – Em Portugal, sites como o Polígrafo (https://poligrafo.sapo.pt) o Lusa Verifica (https://lusaverifica.pt), links que se juntam na linha em baixo. analisam afirmações e conteúdos que circulam nas redes sociais.
  7. Não partilhar imediatamente – Antes de divulgar uma informação, devemos confirmar se é verdadeira, especialmente quando pode prejudicar alguém.