Sabia que ...
Esta página procura confrontar os nossos leitores com narrativas, factos, eventos, hábitos, e/ou crenças de inegável interesse e suscetíveis de motivar, em cada um de nós, alguma surpresa e curiosidade. Tem, assim, como objetivo proporcionar alguns momentos agradáveis de leitura. Nada mais do que isto.
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Sabia que ...
- Dois países vizinhos alegam que o local de batismo de Jesus Cristo aconteceu num local dentro ou confinado com o seu território?
- O acesso generalizada à internet e características das redes sociais facilitam a difusão rápida e não controlada de notícias falsas, com todos os riscos negativos que daqui resultam?
Assim, a "posse" do local onde Jesus Cristo terá sido batizado é objeto de disputa por dois países vizinhos. O mapa incluído na figura anterior ilustra essa dissonância de opiniões. Israel considera que o batizado de Jesus Cristo ocorreu no atual leito do Rio Jordão (indicado na figura como sendo o "Local 1" do mapa). O Reino da Jordânia invoca que esse acontecimento teve lugar num local dentro do seu território, do lado da margem oriental do Rio Jordão (um local atualmente seco) num local que dista menos de 400 metros ("local 2" no mesmo mapa) do local referido anteriormente no território de Israel.
Atualmente, o Rio Jordão é atualmente um pequeno rio de
apenas alguns metros de largura e de pouca profundidade. A primeira impressão de um qualquer visitante é a de ficar decepcionado com o aspeto do rio naquele local, não só pelas suas dimensões diminutas mas, sobretudo, pelo aspeto lamacentos das suas águas.
Impressiona, também, a qualidade das infraestruturas existentes no lado de Israel (figuras 3 e 4) sobretudo em comparação com as existentes e
Figura 3. Foto do edificado no território de Israel (local 1 no mapa anterior) e da escadaria que dá acesso ao Rio Jordão e que é utilizada pelos devotos para acederem às águas do rio. para nelas mergulharem
Figura 4. Aspeto lamacento atual das águas do Rio Jordão junto ao local de apoio aos crentes que aí reverenciam o batismo de Jesus Cristo, do lado da margem do rio (e fronteira) de Israel..
puro contraste com as instalações construídas na margem pertencente à Jordânia, que não passam de pequenas edificações em madeira para descanso dos turistas curiosos que passam por esse local (Figura 5).
Figura 5. Foto do Rio Jordão, tirada do lado do território de Israel, à margem oposta pertencente á Jordânia com a construção em madeira para apoio aos curiosos.
Figura 6. Foto tirada do lado da margem do Rio Jordão, pertencente a Israel, mostrando os crentes a mergulharem nas águas do Rio Jordão.
Assim, as autoridades jordanas afirmam que o local exato onde Jesus Cristo terá sido batizado não é local do Rio Jordão onde se situa o "Qasr el Yhaud" e onde acorrem os inúmeros crentes que viajam para Israel para reverenciar este local como sendo o sítio onde Jesus terá sido batizado por João Batista. Será, antes, um outro local próximo, agora seco, situado um pouco mais dentro do território da Jordânia, por onde há séculos passava o Rio Jordão. Um local a uma distância inferior a 400 metros do local anterior (figura 7).
Mas o que verdadeiramente impressiona é a quantidade de peregrinos que acedem ao rio a partir do lado de Israel e, sobretudo, a sua religiosidade e misticismo que estes geralmente demonstram (figura 6).
Figura 7. Local que as autoridades jordanas afirmam ter sido o local onde Jesus Cristo foi batizado, localizado dentro do território da Jordânia ("local 2" do mapa apresentado anteriormente).
Figura 8. Fotografia da deslocação do papa Francisco ao local dentro do território da Jordânia, tido como local do batismo de Jesus Crsito.
A suportar esta afirmação, é referida a visita que o Papa Francisco fez a este local em 2024 (figura 8) e a solenidade que este atribuiu à sua visita, tendo sido deixado na proximidade um quadro em azulejo que comemora a visita do papa Francisco (figura 9).
Figura 9. Quadro em azulejo, existente nesse mesmo local e que comemora a visita do Papa acompanhado dos reis da Jordânia.
Figura 10. Durante a visita, o Papa Francisco também terá visitado o atual leito do Rio Jordão, local de culto, por parte dos crentes que nele mergulham vindos da margem pertencente a Israel.
Mas também, o Papa Francisco, nesta sua visita à Jordânia não deixou de querer deslocar-se ao local de culto junto ao atual leito do Rio Jordão (figura 6).
Do lado Jordano, a explicação para esta diferença de localização e alegação da veracidade da sua alegação é a explicação de que uma sequência de tremores de terra, que terão assolado esta região e que terão acontecido há alguns séculos (eventualmente, os mesmo abalos que terão provocado a destruição inicial do templo construído pelo imperador Bizantino, referido anteriormente) provocaram a mudança do curso do Rio Jordão, dentro do território da Jordânia, para o leito que atualmente ocupa na fronteira entre os dois Estados.
De referir que a área de "Betânia Além do Jordão" (Al-Maghtas), incluindo
"Tell al-Kharrar", foi inserida na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Os riscos da internet e, sobretudo, das redes sociais para a difusão de informações falsas.
A generalização da utilização da internet e, sobretudo, as diversas redes sociais, criaram os condições favoráveis ä disseminação de notícias falsas, devido à falta de regulação e às característicasdas das redes sociais, nomeadamente:
As notícias falsas (ou fake news) são informações deliberadamente enganosas (por vezes misturadas com informações verdadeiras para dificultar a distinção entre verdade e mentira) partilhadas nas redes sociais para manipular opiniões e comportamentos, influenciar decisões políticas, gerar lucro, revolta ou reforçar preconceitos e intolerâncias.
Brexit e os “£350 milhões por semana” (2016)
A Compra compulsiva de papel higiénico, durante a COVID-19 (2020)
“teorias falsas sobre as vacinas contra a COVID-19 alteram o DNA” (2020–2021)
“Stop The Steal” (2020–2021)
- Facto.
Após a eleição presidencial dos EUA, que decorreu em 2020, circularam alegações falsas, nas redes sociais, de uma alegada fraude eleitoral generalizada e que a eleição tinha sido “roubada” a um dos candidatos presidenciais, tendo essas narrativas influenciado uma parcela significativa da opinião pública.
- Consequência.
Em 2021, instigados por essas alegações falsas, apoiantes do candidato presidencial supostamente prejudicado, invadiram o Congresso dos EUA para impedir a certificação dos resultados "falsos", que provocou a morte de 7 ou mais pessoas.
“O falso apoio de Cristiano Ronaldo à compra de criptomoeda USWR (e outras)” (2025)
Mais importante ainda, o que fazer em caso de dúvidas sobre a veracidade de uma notícia?
- Verificar a fonte – Confirmar quem publicou a informação e se é um meio de comunicação ou instituição credível.
- Consultar outras fontes – Procurar a mesma notícia em diferentes jornais ou sites confiáveis. Se apenas uma página apresenta a informação, é importante desconfiar.
- Verificar a data e o contexto – Algumas notícias antigas são partilhadas como se fossem atuais.
- Analisar o título e o conteúdo – Títulos exagerados, alarmistas ou feitos para provocar medo ou indignação podem ser sinais de desinformação.
- Confirmar imagens e vídeos – Uma imagem pode ser antiga, estar fora de contexto ou ter sido manipulada através de inteligência artificial.
- Procurar verificações de factos – Em Portugal, sites como o Polígrafo (https://poligrafo.sapo.pt) o Lusa Verifica (https://lusaverifica.pt), links que se juntam na linha em baixo. analisam afirmações e conteúdos que circulam nas redes sociais.
- Não partilhar imediatamente
– Antes de divulgar uma informação, devemos confirmar se é verdadeira, especialmente quando pode prejudicar alguém.




