Síntese de notícias INTERNACIONAIS - setembro de 2026:
Síntese de notícias publicadas nesta edição:
- Estados Unidos da América e Irão voltam a trocar ataques [01.SET]
- Donald Trump exige que a Europa pague a ajuda militar à Ucrânia [03.SET]
- Reunião de Cardiff, de 14 de setembro, entre líderes dos Governos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte [14.SET]
- O conflito entre a Ucrânia e a Rússia intensifica-se [15.SET)
- Aproximação do Canadá à União Europeia, podendo este país vir a ser o primeiro membro associado da UE [16.SET]
- Rússia e China bloqueiam o mecanismo de controlo das sanções ao Irão [17.SET)
- Proposta para a criação de um Conselho de Segurança Europeu [17.SET]
- Realiza-se a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque [21.SET]
- Assinatura de Acordo de Segurança "Permanente" entre a Dinamarca e os Estados Unidos da América [22.SET]
- A iniciativa P4M, Parceiros pelo Multilateralismo [24.SET]
- Encontro Trump-Xi Jiping, em Washington [24.SET]
- Rússia lança grande ataque contra infraestrutura energética da Ucrânia [30.SET]
EUA e Irão voltam a trocar ataques
O mês de setembro começou com uma forte escalada no conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Washington atacou alvos militares iranianos. Em resposta a essess bombardeamentos, Teerão atacou bases norte-americanas na região, localizadas na Jordânia, Bahrein, Kuwait e Iraque , fazendo ressurgir os receios de uma nova escalada da guerra no Médio Oriente.
Trump exige que a UE pague a ajuda militar à Ucrânia
Donald Trump afirmou que os países europeus deveriam reembolsar os EUA pela ajuda militar e munições fornecidas à Ucrânia. O presidente americano não especificou quais países considera que devem pagar. Em sua mensagem, Trump também rejeitou as informações de que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão ficando sem munições, indiciando preocupação com os stocks norte-americanos de armamento devido à guerra com o Irão.

Reunião de Cardiff, de 14 de setembro
Participaram nesta reunião os primeiros ministos: John Swinney, da Escócia; Rhun ap Iorwerth, do País de Gales; Michelle O’Neill, da Irlanda do Norte e a líder da oposição na República da Irlanda, Mary Lou McDonald., sendo de sublinhar que participaram na reunião não como representantes formais dos seus governos, mas sim enquanto líderes partidários.

A reunião teve uma importância política considerável para o futuro do Reino Unido, pois nela foi assinado um memorando de entendimento que defende que a Escócia, País de Gales e a Irlanda do Norte têm o direito de determinar o seu próprio futuro constitucional e pede ao Governo britânico que prepare, planeie e facilite alterações constitucionais que possam levar à realização de referendos sobre o futuro dos territórios. Há quem refira que esta iniciativa poderá ser uma consequência do BREXIT, até porque o memorando assinado afirma que os signatários pretendem uma aproximação à UE. No entanto, o BREXIT não criou o nacionalismo escocês, galês ou irlandês, que já existe há muito tempo. Contudo, acentuou o debate sobre onde deve residir o "poder para decidir".
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia intensifica-se
A Rússia intensifica a sua ofensiva na Ucrânia com ataques perto da fronteira da NATO e cada vez mais intensos contra infraestruturas civis com a aparente intenção de pressionar os europeus a enfraquecerem o seu apoio a Kiev. Os ataques russos e ucranianos continuaram a atingir infraestruturas, incluindo instalações energéticas, refinarias e instalações portuárias. A questão do fornecimento de energia para o inverno voltou a assumir importância estratégica.

Aproximação do Canadá à União Europeia
No seu discurso sobre o estado da União em Estrasburgo, França, em 16 de setembro, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o Canadá poderá tornar-se o primeiro “membro associado” da União Europeia. Se os 27 Estados membros chegarem a acordo, a União terá que criar um novo enquadramento jurídico uma vez que os atuais tratados não preveem a estatuto de “membro associado”.

Rússia e China bloqueiam as sanções ao Irão
A Rússia e a China vetaram no Conselho de Segurança da ONU a renovação do mandato do painel que monitorizava o cumprimento das sanções internacionais ao Irão. A França, Alemanha e Reino Unido acionaram a cláusula de reposição automática que restabeleceu a comissão de sanções e autorizou o painel de peritos a vigiar o cumprimento das medidas. Este episódio aprofundou a divisão entre Moscovo e Pequim, por um lado, e os países ocidentais, por outro. O veto elimina a fiscalização sem levantar as sanções subjacentes.

Criação de um Conselho de Segurança Europeu

Entre os parceiros citados que poderiam integrar esta nova estrutura estão, além dos 27 estados membros, o Canadá, Noruega, Ucrânia e o Reino Unido. O objetivo seria permitir um diálogo estratégico mais regular entre estes países sobre ameaças à segurança europeia e coordenação de respostas. A Comissão diz que o Conselho funcionaria em complementaridade com a NATO, que continuaria a ser central para a defesa europeia.
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Von der Leyen associou o Conselho a um “European Emergency Security Protocol”, que seria uma espécie de mecanismo europeu semelhante, em espírito, ao Artigo 4.º da NATO mas que funcionará contra cenários de ameaças híbridas de natureza não militar em que o país membro poderia acionar o mecanismo (para coordenar uma resposta europeia) em caso de ataques cibernéticos; sabotagem; incursões de drones; incêndios provocados ou outras formas de guerra híbrida.
Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque
A Assembleia Geral das Nações Unidas tornou-se o grande centro da diplomacia internacional. O Irão, Ucrânia, Médio Oriente; a questão da inteligência artificial e a crescente rivalidade entre grandes potências dominaram a agenda da reunião. Pela primeira vez desde o final do cessar-fogo de julho, representantes norte-americanos e iranianos mantiveram contatos indiretos através de mediadores. Contudo, não houve qualquer avanço decisivo nas conversações.
Acordo de Segurança "Permanente" entre a Dinamarca, Groenlândia e os EUA
O acordo for assinado em Nova York visando a segurança e defesa da Groenlândia, especialmente num contexto de crescente presença militar americana na região do Ártico. O pacto, que também reafirma a soberania dinamarquesa sobre a ilha, inclui a construção de novas bases militares americanas e a ampliação da presença dos EUA na Groenlândia. O acordo fortalece a segurança na região e reforça a posição da NATO.

A iniciativa P4M, Parceiros pelo Multilateralismoo
A iniciativa foi lançada pela União Europeia, Brasil, Canadá e Quênia e visa criar um fórum aberto para enfrentar a crescente fragmentação geopolítica e a crise do sistema internacional, defendendo o Direito Internacional, a cooperação global e a reforma das instituições multilaterais. A iniciativa busca ainda articular países de diferentes regiões em torno de soluções práticas para os desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e a inteligência artificial, não pretendendo criar um novo bloco rígido ou uma organização internacional tradicional.

Rússia lança ataques contra energia da Ucrânia
Perante ganhos territoriais praticamente nulos no Leste da Ucrânia e o "congelamento" da frente de combate que separa ambas as forças, o Kremlin tenta aumentar a pressão sobre a retaguarda das principais cidades Ucranianas, como em todos os invernos anteriores desde que começou este conflito, atacando o sistema energético ucraniano. O objetivo é claramente minar o moral da sociedade ucraniana. A questão do fornecimento de energia para o inverno volto assim a assumir uma importância estratégica.

