Surpreendente ... ou talvez não!
Agenda - temas abordados:
Temas abordados nesta página:
- A Terra cruza uma nova linha vermelha: sete dos nove limites planetários estabelecidos já foram ultrapassados [METEORED, Portugal, setembro de 2026]
- As distâncias diminuem drasticamente em viagens no Universo a velocidades próximas da velocidade da luz [Brian Cox; publicado no Youtube; 2026]
- O preocupante ataque autónomo, fora do controlo humano, da Agentes de Inteligência Artificial a um SITE externo [a discussão contínua]
- A atual importância estratégica da Groenlândia [um tema de importância atual]
- A destruição da humanidade - tema do filme Exterminador Implacável - é possível vir a acontecer, no futuro, por ação da Inteligência Artificial? [próxima publicação]
Desenvolvimento:
1. Sete dos novos limites do planeta Terra já foram ultrapassados...
2. As distâncias no Universo reduzem-se drasticamente à velocidade "quase" da luz...
O professor Brian Cox usa como exemplo demonstrativo o LHC (Large Hadron Collider; acelerador de partículas) do CERN (Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire; Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra, Suíça, conhecido por ser o maior laboratório de física de partículas do mundo, que tem um diâmetro de 27 km e é utilizado para investigar as teorias fundamentais da física de partículas. Nele, os protões circulam a cerca de 99,999999% da velocidade da luz. Nessa velocidade, devido à contração relativística, o percurso é muito menor do ponto de vista do protão — Cox menciona um fator de cerca de 7.000. Ou seja, uma distância de cerca de 4 metros; em vez dos 27 kms, que são precorridos numa fração de tempo.
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Ora, pela
relatividade especial de Einstein, existe um efeito extraordinário
para quem viajar a velocidades extremamente próximas da luz (99,9(9)% dessa velocidade) que consiste no encurtamento das distâncias na direção do movimento.
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Assim, aplicando o mesmo princípio, uma nave que consiga aproximar-se suficientemente da velocidade da luz poderia fazer com que os mais de 2 milhões de anos luz de distância até Andrómeda correspondessem a um tempo muito curto para os viajantes, cerca de 1 a 2 minutos.
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Mas há aqui uma condicionante absolutamente fundamental. Tal não significa que a Terra "veja" a nave chegar a Andrómeda nesse curtíssimo intervalo de tempo. Para a Terra, continuariam a passar os mais de 2 milhões de anos durante a viagem de ida.
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É desta particularidade que resulta o principal "contratempo" desta "relatividade especial".
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Embora, em teoria, essa viagem apenas demore cerca de um ou dois minutos, mas apenas no relógio dos viajantes; para os "observadores" na Terra, continuariam a passar cerca de 2 milhões de anos durante a viagem de ida até ao destino.
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Assim, se os astronautas pretendessem, após o seu regresso, contar a sua história aos seus amigos e familiares, quando chegassem à Terra, teriam passado
pelo menos cerca de 4 milhões de anos
para quem ficou na Terra; enquanto que para eles poderia ter passado apenas uma pequena fração desse tempo. É precisamente esta diferença entre o tempo medido por diferentes observadores que está no "centro" da relatividade.
3. As preocupações sobre os riscos da Inteligência Artificial para a segurança global...
Durante um teste recente para avaliar a segurança de modelos de IA, agentes de IA da OpenAI, sem receberem ordens nem terem autorização para tal, atacaram a Hugging Face por considerarem que esta plataforma poderia ter a resposta para o problema que tinham que resolver. Neste ataque, mais de 700 agentes organizaram-se como um “enxame” para atacar um sistema alheio; trocaram mensagens, criaram um fórum para discutirem táticas, utilizaram credenciais de terceiros, atuaram colaborativamente para cumprirem um objetivo, mentiram para evitar serem detectados, tentaram esconder o rasto/provas do que tinham feito e até alguns chegaram ao ponto de se sacrificarem em prol da conquista dos objetivos comuns; tudo isto contornando as seguranças do sistema de origem e à revelia do utilizador humano.
No entanto, tal "dependência" do utilizador e/ou programador humano veio, na prática, a ser posta em causa com o ataque autónomo à
Hugging Face demonstrando a capacidade revelada pela Inteligência Artificial de sair de ambientes isolados, de fugir ao controlo humano e de tomar decisões que tiveram apenas em consideração os seus objetivos particulares. E a sua preocupação em apagar o seu "rasto" indicia que teve a "noção" de que estava a agir sem autorização.
4. A importância Estratégica atual da Groenlândia...
A Groenlândia é uma peça estratégica importante, sobretudo devido à sua localização geográfica. No entanto, o seu valor estratégico atual não está apenas no facto de se encontrar entre a América do Norte, o Atlântico Norte e o Ártico; a sua importância estratégica decorre também da diversidade e quantidade dos seus recursos naturais.
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Quanto à sua localização geográfica, ela é particularmente importante porque se situa numa posição fundamental para vigiar o Atlântico Norte e o Ártico, no chamado GIUK Gap, a zona marítima entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido — uma das principais passagens entre as águas russas do Ártico e o Atlântico Norte.
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Importa ainda sublinhar que a importância crescente da Groenlândia está profundamente ligada às
mudanças climáticas. O
recuo progressivo do gelo está a tornar algumas rotas do Ártico progressivamente mais acessíveis, podendo vir a alterar, no futuro, os fluxos comerciais entre Ásia, a Europa e América do Norte. A título de exemplo, refira-se que em setembro do corrente ano, o tráfego na Rota Marítima do Norte atingiu níveis recorde.
Obviamente, a Groenlândia não controla essa rota "russa", mas a sua posição permite apoiar a vigilância, navegação, busca e salvamento e presença militar no espaço ártico.
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Por essa razão os EUA mantêm a sua presença militar na Groenlândia, com a Pituffik Space Base (antes, Thule Air Base) que dispõe de meios que desempenham tarefas de alerta prévio/antecipado de mísseis (com o seu radar que detecta mísseis balísticos), vigilância espacial e apoio às operações de defesa aero espacial.
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Aliás, o interesse dos EUA pela Groenlândia está longe de ser novo. Em 1867 (quando EUA compraram o Alasca à Rússia), a Casa Branca propôs adquirir a Groenlândia e a Islândia. Contudo, a proposta chegou aos ouvidos do Congresso americano, tendo os parlamentares prontamente rejeitado a iniciativa porque não viam vantagem em adquirir terra tomada pelo gelo.




